ENC: [dotnetarchitects] Re: Você acredita no PMI?

Não posso dizer se acredito no PMI ou no PMBOK porque realmente não os conheço, mas posso dizer que não acredito nos PMPs. Trabalhei com vários deles e todos, sem exceção, tinham o pensamento waterfall.
Um caso que me marcou muito, foi uma discussão ferrenha com um PMP em uma época que eu já estava infectado pelo virus da agilidade e o PMP me pediu para fechar um cronograma de um projeto de 1 ano e meio em apenas duas horas. Eu disse para ele que era loucura e que mesmo que ele me desse uma semana, eu teria no máximo um chute sem muita direção, já que a nossa única fonte de informação eram palavras de um PO.
Ele queria essa informação apenas para registrar num Project da vida e formalizar detalhes com o cliente. 
O problema é que uma vez que esse chute vai para o cronograma, muito provavelmente ele será anexado em algum contrato e expectativas serão criadas em torno dessas datas, e caso não sejam cumpridas a insatisfação gerada é enorme. 
Juntando isso com um cliente distante e uma comunicação ineficiente temos uma bomba relógio que irá explodir mais cedo ou mais tarde. 
E de quem é a culpa?? 
  • Do técnico que deu o prazo sem muitas informações pq o gerente só queria um chute? 
  • Do gerente que colocou o chute do contrato? 
  • Do cliente que não entendeu que o prazo era apenas um chute? Ou do processo como um todo?

Já tive PMPs que eram obcecados por processos, outros por métrcas e gráficos, outros por seguirem planos, mas nunca tive um PMP obcecado por entregar software funcionando frequentemente. Curioso isso né?
Sou a favor de um debate no grupo entre Scrum e PMBOK, ScrumMaster e PMP. Alguém conhece algum PMP, de preferência experiente, para convidarmos?
Eu sou voluntário para debater do outro lado 🙂

André Dias
SCJP – SCWCD – MCP – MCTS – CSM
http://blogs.msdn.com/andredias
http://twitter.com/andrediasbr
Sent: Monday, July 27, 2009 7:18 PM
Subject: [dotnetarchitects] Re: Você acredita no PMI?
Acho que o Rafael disse tudo: “Mas talvez o problema esteja nos gerentes e não no livro.”

Acho que como a comunidade agil esta chegando, assusta muitos gerentes, por pensarem que se tratando de metodo agil…será desorganizado, riscos altos, etc… Ao invez de focar se um é melhor que o outro deveriamos convencer aonde usar um ou outro… conheço pessoas que adoram PMI e estao vendo somente coisas boas no SCRUM…..são completamentes diferentes….para coisas distintas…. No site da InfoQ foi até publicado um artigo sobre PMI Agile… deêm uma olhada….

http://www.infoq.com/news/2009/07/pmi-agile

Como o Rodrigo disse abaixo…o PMI é um pouco excessivo em algumas disciplinas…..mas no meu ponto de vista…é asism que tem que ser….agora se vc vai ou não utilizar tudo…ADAPTE como qq outra metodologia….já pensou se o Team system fosse engessado só com o Agile e o Cmmi ??  Adapte é a palavra…..

Se pararem pra pensar essa discussão de metodologia é como a biblia….religião….cada uma tem a sua…..mas acabam falando a mesma coisa….rsrsrs.

2009/7/27 rodrigo s gidra <[email protected]>
“DEVELOPERS,DEVELOPERS,DEVELOPERS,DEVELOPERS!” hehehe
(Go, MC Ballmer!) (Boa rafagod, um classico)
Ta ficando divertida essa thread…
Confesso, quando vi o tweet do Giovanni soltei um RT na sequencia, rsrs.
E, endossando a visao do Giovanni, afirmo… “Jo no creo en PMI, pero que los hay, hay!!”
Particularmente acho o PMI meio excessivo em algumas disciplinas.
Parece que o cerne da discussao eh a adocao de um modelo mais centralizador versus um modelo mais descentralizador, certo? PMI eh uma das possiveis centralizacoes maximas no processo, ao passo que um Agile com Scrum prega o extremo oposto, uma centralizacao nos individuos. Tudo depende da necessidade da empresa em questao. Se voce centraliza, voce controla mais, se vc descentraliza, vc gera mudancas mais facilmente… Logo o que parece bom aos olhos de um pode parecer ruim aos olhos de outro e vice versa. Eh um lance que me parece meio caso a caso, empresa a empresa, projeto a projeto.
Eu prefiro nao engessar demais o processo… isso da mais liberdade individual para os integrantes da equipe, o que reflete diretamente na motivacao e consequentemente no desempenho. Porem deixar sem gesso algum eh anarquia… nao costuma funcionar. 
Mas usar uma parte do PMBOK como referencia considero algo bom…
So nao podemos esquecer de uma nocao basica… Como ja foi dito, Frameworks e Metodologias geralmente sao compilados para serem usados na integra… (o RUP por ser uma compilacao de melhores praticas as vezes me deixa um pouco confuso com isso) ou seja, se voce nao estiver usando um certo pedacinho considerado importante, voce nao tem a garantia de quem bolou o framework/metodologia de que ira funcionar pois voce esta negligenciando uma parte do problema que a metodologia estudou como importante, ou seja, vai ficar um gap no problema que a metodologia se propoe a resolver…
So curiosidade, alguem ai da nossa comunidade ja compilou uma metodologia propria com pedacos de outras??
[‘] ‘s & Best Regards
Rodrigo Gidra
2009/7/26 Giovanni Bassi <[email protected]>
Postei no twitter a seguinte frase:
“Eu acredito em duendes. Mas não acredito no PMI.”
O Luciano Condé respondeu:
“Eu nao concordo. Eu acredito que algumas sugestoes dos PMI sao plenamente aplicáveis ao mundo de desenvolvimento de SW.”
Seguimos discutindo:
– Concordo. Só que algumas sugestões não são o PMI, são algumas sugestões, que vem de outros lugares, outras teorias.
– Entao vamos esclarecer. O PMI é apenas uma instituição. O PMBOK pelo próprio nome diz é uma base de conhecimento. Ou seja, uma reunião de conhecimento. O erro ao meu ver, é seguir como se fosse o Santo Graal .
– Não concordo. O PMI, por ex. não acredita em times autogerenciáveis, sem ger. proj. E isso não funciona para projetos de software.
– Giggio, eu disse algumas práticas. Por exemplo, quando se pensa em projeto, nao pode apenas pensar nos requisitos… Ex., se voce vai tercerizar uma parte do seu desenvolvimento. ELe prega como controla a aquisição de serviços de terceiros. Neste caso, observe que projeto é mais amplo.

Aí achamos melhor trazer aqui para ver o que vocês acham.
Acho que o PMI compilou um monte de coisas, criou o PMBoK, e segue aplicando o que acredita. Mas não podemos diferenciar o que uma metodologia defende, do que as pessoas realmente fazem dela. Na prática, aplicar as recomendações do PMI hoje significa trabalhar com projetos waterfall, sem autogerenciamento, e com comando/controle. Mesmo que ele pregue que é possível trabalhar iterativo, eu nunca vi. E o próprio Ricardo Vargas, chairman mundial do PMI, disse no Brazil ScrumGathering que não acreditava em autogerenciamento, e apoiou a teoria X fortemente (não explicitamente, com esse nome, mas o que ela diz), enquanto eu entendo que uma boa equipe convive sob a teoria Y.

É possível separar as práticas do PMI sem descaracterizá-lo? Posso dizer: “aplico PMI, mas só o capítulo de aquisições”?
O Scrum, por exemplo, não permite isso. Ele não se coloca como um conjunto de práticas, mas como um framework. Se você dispensa alguns conceitos, não é Scrum, então se você diz Scrum, é algo muito claro.

Isso tudo afeta diretamente a arquitetura. Vai ser em cascata, vou pré modelar tudo? Quando o arquiteto atua?

O que vocês acham?

Além disso, o que é aplicável do PMI, e o que não é?

Eu mantenho minha posição:
Não acredito no PMI. Se usar alguma prática que ele recomenda, não sinto que estou usando uma prática do PMI, mas uma prática que o PMI também usa. Só isso.

[]’s

Giovanni Bassi
Microsoft MVP, MCSD, MCPD, CSM
Arquiteto de software
http://www.giovannibassi.com

<BR
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